setembro 2009


Acharam que eu havia esquecido da Cidade Maravilhosa?

Apesar de ser, entre as três principais cidades que proponho a escrever sobre, a que eu conheço o menor número de sebos e lojas de discos, o Rio de Janeiro pode ser uma surpresa a quem garimpa discos Brasil afora.

E é com grande estilo que inicio o cardápio com uma de minhas maiores descobertas, a loja Tropicália Discos.

Tropicália

Tropicália Discos

Andando pelo centro do Rio, disposto a conhecer o maior número de lugares aonde poderia encontrar bons LPs na cidade, consegui, por meio de um amigo do dono de um dos quiosques de uma pequena praça aonde se vendem discos(falarei mais a respeito em outro post), um singelo cartão de uma loja com uns números de telefones rabiscados atrás. Ele me disse, ao ver que não levaria nada da lojinha do seu amigo, que talvez encontrasse coisas mais do meu gosto nessa tal loja, a Tropicália Discos, “perto da Praça Olavo Bilac, o mercado das flores, pô, não conhece?!”. Não sei, não me empolguei muito de imediato, mas, como tinha aquela tarde reservada para aquela tarefa, resolvi seguir a jornada. Um passeio não tão curto, ainda mais quando se está quase perdido, mas que no fim valeu a pena…

Devo admitir, foi difícil encontrar, mas quando entrei pela porta de vidro com um adesivo grande estampado, meus olhos brilharam.

Imagine o seguinte: Um lugar de tamanho médio para uma loja de discos, mas com as paredes COBERTAS do chão ao teto de vinis, lado a lado. No meio da sala principal, ainda um móvel recheado dos bolachões. Numa salinha junta da principal, prateleiras e prateleiras dos nossos queridos LPs. Que tesão, não?

E basta você começar a olhar que logo percebe que é uma loja que une grande quantidade com alta qualidade. Reserve uma tarde sua pra garimpar, ficar deslumbrado e desejar que você tivesse mais dinheiro na sua conta bancária.

A verdade é que a Tropicália Discos preza pelo profissionalismo. Atendentes simpáticos, dispostos a ajudar e que entendem muito da cultura do vinil e de música em geral, e prateleiras muito bem organizadas, por gênero e alfabeticamente. Uma bela vitrola acompanhada de um bom sistema de som estão lá prontos pra rodar um LP de seu interesse, e, caso vá adquirir um deles, você pode pedir que ele seja lavado que eles farão isso na hora, caso tenha necessidade.

Tropicália

Ao chegar em casa nesse primeiro dia de visita ao local, tive que dar uma pesquisada a respeito, e encontrei o melhor site de loja de discos que já vi no Brasil. Com poucos cliques, você consegue acessar todo o acervo deles, junto com informações como se trata-se de um importado ou nacional, um duplo ou simples, além óbviamente do preço.

Há de se destacar que, para aqueles que moram longe do Rio de Janeiro, também, há, pelo site, a opção pelo envio do disco por correio, pelos mesmos preços praticados na loja, apenas com taxas de frete.

Falando no preço, novamente não há reclamações. Pelo contrário: Costuma vencer as concorrências neste quesito. Isso sem falar do ótimo estado geral dos discos da loja, todos com plástico interno e externo.

Com elogios como estes, não há como não dizer que a Tropicália Discos é uma das melhores lojas de LPs do país, e a melhor que já descobri no Rio de Janeiro.

Tropicália

Tropicália Discos
Praça Olavo Bilac, nº 28 – Sala 207
Centro – Rio de Janeiro

Próximo ao metrô Uruguaiana
(0XX21) 2224-9215
http://tropicaliadiscos.com.br/
tropicalia@tropicaliadiscos.com.br

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Olá, queridos!

A apenas duas semanas do evento mais esperado de Curitiba, venho convidá-los para essa festa. A Feira da Música traz não somente as melhores lojas de nossa cidade para exposição, como também vendedores de outras freguesias como São Paulo para exporem suas raridades. A entrada é gratuita, a oportunidade é única. Não perca essa chance de trocar, vender e comprar aquelas peças tão almejadas já escassas no mercado, além de bater um papo com aficionados como você — para mostrar que não, não está sozinho nessa empreitada.

17ª Feira da Musica

Ps.: Boatos que esse ano contaremos com a ilustre presença de ninguém menos que o Big Papa — imperdível àqueles curitibanos cujos bolsos ou relógios não permitem viagens garimpáticas a São Paulo.

Um grande abraço,

LongPlay Brasil.

O quarto episódio da jornada pelas lojas paranaenses. Enjoy.

Cia da Cultura – Tv. Nestor de Castro, 243 – Loja 06 – Centro

Numeroso acervo que inclui títulos de jazz, blues, latinos, brasileiros. A maior gaveta é aquela destinada a “Internacionais”, que inclui tanto cantores quanto bandas, principalmente de rock. Algo fenomenal nessa loja são os descontos — alguns, com preço marcado de R$ 5,00, ainda ganham desconto no caixa e saem por míseros R$3,50. Com alguma sorte você acha algo que procurava, como eu encontrei um magnífico disco do Santana. Outro ponto forte é a organização: todos os gavetões estão etiquetados, os preços marcados, discos com plásticos… e mais: caso ache difícil encontrar algo ou esteja com falta de tempo, basta perguntar ao vendedor o que você procura — todo o acervo está registrado num sistema bastante eficiente no computador.

Livraria Alexandria – Tv. Nestor de Castro, 223 – Centro.

A apenas quinze passos da Cia da Cultura, esse sebo também possui alguns bons títulos, porém sem a quantidade e organização dessa outra. Visivelmente focada em livros, a Livraria Alexandria não atualiza seu acervo de discos com freqüência, como pude notar nas três vezes em que a visitei. Os quatro montes de disco estão fora de ordem de gênero e alfabética, os preços são levemente salgados, mas como disse anteriormente, é possível encontrar certa qualidade neles, que também estão em ótimo estado de conservação.

Let’s Rock – Pç. Tiradentes, 106 – Galeria Pinheiro Lima – Loja 3/4 – Centro

Altamente recomendável para fãs de metal e hard rock. A loja, também de acessórios, roupas e CDs, conta com dois gavetões de discos normalmente difíceis de encontrar, com edições limitadas, especiais, raros, lacrados. Mesmo não aparentando gostar dessas vertentes mais pesadas, os vendedores me trataram com bastante simpatia enquanto assistiam empolgados a algum DVD de metal. Quem é fã e ainda não encontrou um local que atenda às suas expectativas, deve programar uma visita a essa pequena loja bem localizada no centro de Curitiba.

Sebo Releituras – Rua Barão do Serro Azul, 71 – Centro | Rua República Argentina, 2417 – Portão

Muito Elvis, muito Beatles, preços bons. Acervo enorme de bossa nova, chorinho, MPB. Mais voltado aos ritmos tupiniquins, o Sebo Releituras tem também uma coleção especial de rock para atender a todo tipo de clientela. Os preços não são nada absurdos, mas a organização deixa um pouco a desejar. Alguns discos estão fora de ordem, deslocados dos espaços reservados aos seus respectivos gêneros, e o toca-discos tem um bastante ingrato aviso de “não manuseie sem auxílio de um vendedor”, mas nada que torne sua procura desagradável. Com dois endereços, o que permite maior rodízio de títulos, contam também com uma caixa de discos a R$1,00 cada.

Arco da Velha – Rua Brigadeiro Franco, 1941 – Centro

Local agradabilíssimo, com as paredes cobertas de discos brasileiros e internacionais. Contém itens raros principalmente nestas, mas também discos mais comuns nos compartimentinhos próprios. Uma dica é que pergunte ao vendedor o que procura, caso não ache em uma busca nos discos expostos. Atrás do balcão pode haver coisas interessantes reservadas ou sem preço, que porém o vendedor não recusa a um freguês interessado.

Com algum tempo caçando endereços de lojas perdidas por ruelas e galerias, posso dizer, seguramente, que dá pra sentir quando você entra num lugar especial. Claro, este conceito é bastante aberto; pode referir-se à estética, ao atendimento, aos discos, ao magnífico cheiro de preciosidades antigas… Vocês devem saber.

E é trabalhando em cima deste conceito que abro, com este post, uma categoria de resenha dedicada aos melhores sebos que conheço neste país. E é com muito prazer que farei um breve comentário sobre a conotativamente grande loja Big Papa Records.

Big Papa Records

Big Papa & Big Mama, ou Carlos e Katia, são um casal incomum. Afinal, um cubano e uma brasileira que se conheceram pela internet enquanto moravam nos EUA não é exatamente o tipo de par romântico que se encontra em cada esquina. Ainda mais quando ambos são apaixonados por música, em sua forma mais plena e diversa. Talvez por isso, por essa mistura de culturas e influências, a Big Papa Records é uma das mais interessantes que este país possui no comércio de discos.

Ao contrário de outras lojas mencionadas neste blog, na Big Papa você NÃO pode deixar de fazer uma coisa: bater um papo com os dois. Eles são incrivelmente simpáticos! Mesmo que esteja com a conta bancária vazia, vale a pena ir lá pra trocar umas risadas com os dois. Em termos profissionais, o atendimento também é excepcional: ambos são muito bem informados e, acima de tudo, interessados, o que é impressionantemente raro nas lojas de discos.

A respeito do acervo, é um dos mais impressionantes que já vi; certamente não é dos maiores, já que a própria loja é pequena, mas a qualidade dos discos é absurda. Você vê LPs que nunca imaginaria, e dos gêneros mais exóticos. Avant-garde, rock progressivo, rock latino, jazz, early jazz, vanguarda, reggae, experimentalismo, world music, folk, soul… Cada uma das seções esconde raridades de muito valor.

É óbvio que, quando digo de muito valor, me refiro a dois tipos especificamente: musical e financeiro. Embora você encontre bons discos a ótimos preços, você só conseguirá sair de lá com as preciosidades pagando o preço correto. Considerando que a maioria de seu acervo é composta por discos raros e importados, o preço é um ponto forte em termos de mercado, mas não dá pra achar que por 5 conto você vai sair com algo além de um disco relativamente comum em promoção.

No entanto, Big Papa & Big Mama são apaixonados por música, como já disse. E isso reflete no pagamento dos discos da loja. É a primeira loja que vejo que dá 20% de desconto a músicos e DJs! Além disso, todas as sextas tem happy hour na loja, a partir de umas 18h, em que normalmente há descontos promocionais também.

Um ponto que também deve ser ressaltado é o apoio a bandas brasileiras independentes. Em um papo com a Katia, ela me disse que a loja está começando a produzir, apoiar a gravação e divulgar bandas da cidade, preenchendo o espaço deixado por outras lojas que faziam isto no passado. Assim, há até uma seção desses artistas, com CDs sendo vendidos a preços excelentes.

E se você, ainda assim, não conseguir encontrar aquele disco importado pelo qual desembolsaria um dinheiro a mais, converse com o Carlos, pois é bem provável que ele estará agendando a sua próxima viagem aos EUA, em que traz esses tipos de encomendas especiais.

Como disse, o lugar é especial.

Big Papa Records – Loja 30
Galeria Nova Barão – Duas entradas:
Rua Sete de Abril, 154 e Rua Barão de Itapetininga, 37 – Rua Alta
Centro – São Paulo

Próximo aos metrôs República e Anhangabaú.
(0xx11) 3237-0176

(0xx11) 3338-0288

Trovatore

Na foto: Trovatore

Savarin Records – Rua Ébano Pereira, 186 – Centro.

Esta loja não se trata exatamente de um sebo, pois vende em sua maioria discos de vinil lacrados e importados, além de reedições modernas. Recomendado para colecionadores, contém peças em estado perfeito, ambiente muito agradável e paredes repletas de boxes de artistas como Beatles e Elvis Presley. Quem nunca sentiu o gostinho de tirar o invólucro de um disco de vinil novinho em folha, e que não se incomoda em pagar o preço de um bolachão normalmente importado e nunca antes desbravado, certamente terá boas surpresas. Próximo ao Vinyl Club, mata dois coelhos com uma caixa-d’água só.

Trovatore – Rua Claudino Santos, 48 – Largo da Ordem.

Dormitório do Gato Bóris, o sebo Trovatore pode vir a ser um grande achado no Largo da Ordem. Aberto inclusive aos domingos, conta com vasto acervo de todos os estilos, de rock progressivo a novelas. Como recebe muita clientela aos domingos devido à feira de artesanatos, é nesse dia que a maioria dos discos chegam (e também saem). Tal movimento faz com que cada visita seja imprevisível, e você pode tanto sair de mãos cheias quanto abanando. No entanto, caso sua intenção seja vender discos e não comprá-los, não indico este local. A negociação pode ocorrer ao seu favor na hora de comprar, mas em geral pagam pouquíssimo por novas aquisições. Contam também com um pequeno acervo de LDs.

Túnel do Tempo – Rua Visconde de Nácar, 999 – Centro.

Ambiente bastante familiar e acolhedor, bolachão rodando o dia inteiro. Essa é a descrição do sebo Túnel do Tempo, cujos donos são um casal bastante simpático e que guarda, entre as prateleiras lotadas, acervo razoável de discos de vinil. Para fãs de música brasileira, sertaneja, novelas e tangos, a variedade é relativamente ampla. Já para rock internacional, bastante reduzida, sendo recomendado especialmente para iniciantes na arte de colecionar vinis. Os preços são razoáveis e condizentes com o valor de mercado.

Sebo Fígaro (Loja de Cultura) – Rua Lamenha Lins, 62A – Centro

Dos mesmos donos do Sebo Trovatore, tem amplo espaço dedicado a livros de arte, música, cinema, fotos antigas, e claro, discos de vinil. O acervo é realmente enorme e variado, e os preços equiparam-se aos da Trovatore. Um ponto forte desse sebo é a variedade de estilos — de jazz a sertanejo, progressivo a latino. No entanto, a organização do local pode fazer sua busca um tanto confusa e até mesmo demorada. Há discos não somente nos gavetões próprios, mas empilhados pelo chão, recostados nas prateleiras, pendurados, dentro de caixas… Por isso indica-se tirar um bom tempo para “garimpar” o sebo Fígaro, além de checar as outras antigüidades expostas no local. O atendimento é bom, mas você tem que solicitar apoio do vendedor para ouvir suas aquisições.

Sebo Líder – Rua Emiliano Perneta, 424 – Centro | Rua do Rosário, 53 – São Francisco.

Com duas unidades bem localizadas próximas ao centro histórico de Curitiba, faz o estilo de “sebo popular”. Vários discos idênticos, gavetões lotados de barganhas, é possível escolher o preço e o estado que mais lhe convém. Não se trata de um antro de raridades, mas com um pouco de sorte (e paciência!) é possível fazer boas compras de rock internacional, MPB, hard rock, sertanejo, brega, infantil… Os preços são em geral baixos, mas também o estado do acervo é um pouco prejudicado. Muitas capas apresentam rasgos e rabiscos, além de faltarem plásticos protetores. Nesse sebo já encontrei ótimos discos por menos de 10 reais, porém isso me tomou tempo e exigiu um esforço de pernas sobrenatural para fuçar cada gaveta.

Caros leitores,
Todas as lojas que eu comentarei neste post ficam na mesma galeria, dita novo ponto do vinil de São Paulo. Trata-se da Galeria Nova Barão, altamente recomendada para os fãs dos bolachões.
A galeria tem duas entradas, uma pela Rua Sete de Abril, 154 e outra pela Rua Barão de Itapetininga, 37, no centro de São Paulo, perto dos metrôs Anhangabaú e República. As lojas de vinil se encontram na Rua Alta da Nova Barão, subindo as escadas rolantes.

Galeria Novo Barão

Foto: Galeria Novo Barão.

Big Papa Records – Loja 30
Link para o especial sobre a loja: Big Papa Records

Engenharia do Vinil – Loja 46
Sendo uma das melhores escolhas no garimpo de clássicos da música internacional, em especial no rock, a Engenharia do Vinil conta com um bom número de discos para o pequeno espaço em geral que as lojas da galeria tem. É a loja ideal pra quem busca bons discos, clássicos, mas não exatamente raros, embora a loja tenha alguns destes também. Dessa forma, o preço médio que se paga por um disco é ligeiramente mais baixo, se comparado com as lojas em sua volta. Um outro ponto forte da loja é o atendimento, bom de papo e cuidadoso com o cliente.

Blue Sonic – Loja 37
Essa, ao contrário da anterior, é uma das lojas com maior quantidade de raridades da galeria. Se você pode gastar mais em um disco, ou se é masoquista e gosta de sofrer ao ver discos que você amaria ter por preços bem elevados, comece olhando os discos pendurados na parede da loja. O acervo não é grande, mas você pode encontrar coisas que nunca havia visto sendo vendidas, especialmente no gênero do rock progressivo, contando com bandas italianas, alemãs… Mas, como era de se esperar, o preço é o ponto fraco da loja. Além disso, o atendimento não é o mais cuidadoso com o cliente em geral, embora pareça ser bem informado sobre música. Se está com o bolso cheio e gosta de um mellotron, não deixe de visitar.

Tuaregs – Loja 68
Sendo uma das lojas com maior acervo da galeria, a Tuaregs conta com bons nomes de discos devido à prática da venda por consignação com que trabalha. Além disso, é uma das mais versáteis da galeria, passando pelo heavy metal, punk, reggae, rock progressivo e folk, embora, em cada um destes gêneros, haja uma predominância de discos internacionais. Tem muitos discos importados, e, com isso, o preço não é dos mais em conta. No entanto, se busca discos raros, em boa qualidade, e está preparado pra pagar o preço, a loja será de seu agrado.

Mafer Records – Loja 28
Logo na entrada, você percebe que a loja tem um gênero predominante. Trata-se do metal, atingindo as suas mais variadas vertentes. No entanto, você ainda encontra ótimos nomes do rock clássico, hard rock e progressivo. Tendo de um lado as bandas nacionais e do outro as internacionais, você consegue encontrar bons discos a preços razoáveis. Garimpando bem, consegue encontrar até discos a preços bem abaixo do mercado. No entanto, não tenho como deixar de criticar um aspecto desse estabelecimento. O atendimento é paradoxal: Enquanto o seu assistente é atencioso e educado, o dono da loja foi, em minha última visita, rude e cheio de ironias desnecessárias. Deu até desgosto dar dinheiro para alguém que tratou-me daquela forma. Recomendo evitar papo, pelo bem do cliente que não quer se chatear.

Sebomania
Foto: Sebomania

Acervo Almon – Rua Saldanho Marinho, 459 – Centro
Entre os melhores que conheço em Curitiba, o Acervo Almon resume alta qualidade em preços razoáveis. Com pouco esforço, você encontra ótimos LPs, até mesmo alguns raríssimos. Fica difícil sair de mãos vazias. O atendimento é qualificado, bom conhecedor de música e dos bolachões em geral. Atente para os gavetões inferiores, que são tão bons quanto os mais expostos. Na hora de negociar, no entanto, o dono é bem firme, e pode chegar até a ser rude com o seu cliente, o que não diminui a avaliação do sebo.

Joaquim – Rua Alfredo Bufren, 51 – Centro
Em local reservado, quase escondido, Joaquim é como um centro de cultura local. Servem cafés, fazem divulgação de shows e eventos, vendem livros usados e tem um acervo bem selecionado de discos. Encontram-se discos raros e importados, principalmente de rock, jazz e blues, mas os preços não são dos mais acessíveis. Se está com um dinheiro sobrando no bolso, confira e você pode encontrar aqueles vinis que você tanto procurou.

Sebomania – Rua Emiliano Perneta, 521 – Centro
Em meio a um amontoado estoque de livros, fitas e CDs, você encontra no segundo andar uma sala voltada apenas para os vinis. O destaque não fica para a quantidade, mas você consegue encontrar discos de boa qualidade, mesmo que a preços apenas medianos. Um interessante aspecto é que você pode se sentir bem à vontade para escutar os discos numa vitrola que fica à disposição do cliente nessa salinha. Se sair de mãos vazias, pelo menos curte a leve vertigem das escadas quase verticais. Obs: Recebeu o estoque do extinto Sebomix anos atrás.

Arcádia – Rua Treze de Maio, 611 – São Francisco
Não é um sebo de qualidade na escolha dos discos, pois provavelmente esses não são renovados. Os preços são quase que aleatórios, e discos ruins ganham preços altos, assim como (raros) discos bons com preços baixos. Você pode encontrar bons discos pendurados nas paredes, e essa chance é bastante reduzida quando procurar no estoque em si, de modesta qualidade.

Só Ler 2 – Rua Ébano Pereira, 157 – Centro
Assim como o outro endereço da infame rede Só Ler, tem um péssimo acervo de discos riscados e fedidos. Apenas o procure caso sua sogra goste de discos e você esteja procurando um presente barato e especial para a amada mãe de sua queridíssima.

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