outubro 2009


Olá, colegas!

Sei que pode parecer piada esse post passados tantos dias da feira. No entanto, como já salientou meu amigo de São Paulo no último post, estivemos bastante ocupados para postar especialmente nesses últimos dias.

A 17ª Feira da Música em Curitiba aconteceu no 12 de Outubro, no Hotel Granville, no Centro, organizada pela loja Vinyl Club, e era destinada ao comércio de LPs, CDs, Vídeos e Gibis.

Comecemos pelos pontos fortes: presença de mais de trinta expositores, que incluem lojas do brasil inteiro e também colecionadores com seus acervos pessoais. A origem dos expositores era bem diversificada, mas a maioria vinha de São Paulo, Curitiba e Santa Catarina.

De São Paulo, podemos destacar a presença da Relics Discos, Museu do CD, Big Papa Records e Baú das Artes. Da cidade-sede, Sebo dos Andarilhos, Trovatore (juntamente com o Sebo Fígaro) e o vendedor Benedito Cesar (frequente vendedor da feira do Largo da Ordem) marcaram presença também com boas pilhas de bolachões. Sebos próximos, como o Old Fashion Discos, aproveitaram a onda e abriram também no dia do evento.

O que mais me chamou atenção, no entanto, não foram os discos expostos: a chuva chatinha que castigou os curitibanos durante todo o dia não foi capaz de resfriar os ânimos dos verdadeiros fãs, que compraram raridades, aproveitaram para tomar umas cervejas no boteco em frente ao hotel e  bater um papo.

Porém, como sempre, nem tudo foram flores, paz e amor.

Conversando com  os vendedores, ouvi reclamações de que a feira tinha sido mal organizada, no sentido de que a divulgação foi parca e insuficiente. Muitos trouxeram na bagagem discos raros de jazz, soul, blues, rock antigo e se decepcionaram com o perfil da grande maioria dos clientes: metaleiros procurando os mesmos medalhões de sempre. Parece a mim que o grande objetivo para a próxima feira em nossa amada cidade é combater esse “quê” de evento underground: mais clientes significa mais vendedores, e assim, mais raridades em nossas sacolinhas.

Fotos do Evento (clique para ampliar):


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Bons amigos,

Peço perdão e sei que entenderão quando digo que estamos tendo dificuldade em manter as postagens fluindo. Ficamos triste em não termos tempo de postar absolutamente tudo que temos pra oferecer pra vocês, mas, como queremos manter um bom padrão de resenha dos locais de vendas dos nossos discos, temos que adiar algumas postagens. Bom, mas enfim sobre isso…

Trago a vocês hoje mais alguns endereços na nossa cidade da garoa,  São Paulo.
O Centro de São Paulo é o lugar mais rico em termos de discos de vinil na cidade, então estou focando meus posts iniciais nesta região, pra depois passar pra alguns dos ótimos lugares que podemos encontrar fora do raio de 1km da Praça da República. Além disso, incluo no post de hoje o início da cobertura de outra bela galeria para o comércio de LPs: a Boulevard do Centro.

Faunus Discos

Foto: Faunus Discos

Faunus Discos – R. 24 de Maio, 188 – Boulevard do Centro – Loja 105 – Centro
http://www.faunus.com.br
Contando com um agradável e espaçoso local, a loja Faunus representa um pouco da atualização tecnológica do comércio de discos de vinil. O que quero dizer com isso é que o espaço em si deve ter pouca importância para a sustentação da loja. A Faunus Records conta com um website internacional que deve contribuir em muito mais para os seus ganhos, e os discos parecem estar lá apenas para expor a marca Faunus. Os preços são em geral alto e o atendimento não foi muito atencioso em minhas recentes visitas. No entanto, como era de se esperar, o acervo é grande, organizado e diverso, bom para lamentar não ser gringo.

Cel-Som Discos – R. 24 de Maio, 188 – Boulevard do Centro – Loja 114 – Centro
Novamente com um espaçoso lugar, a Cel-Som Discos é uma das melhores opções para discos na Boulevard do Centro. O local é agradável, organizado e guarda um acervo muito qualificado. A loja reserva grandes seções destinadas à música brasileira, e raridades são comuns lá. Os preços dos discos, internacionais e tupiniquins, são em geral muito aceitáveis, com poucas exceções. O atendimento é simpático e há uma boa vitrola para ouvir sua paquera musical antes de adquirí-la.

Ventania Discos – R. 24 de Maio, 188 – Boulevard do Centro – Loja 113/117 – Centro
Trata-se de uma das mais antigas e tradicionais lojas do meio, em que há poucas remanescentes da glória dos anos 60 e 70 no país. A loja nasceu em 1985, e conta com o maior espaço destinado ao vinil na galeria. No entanto, isso não necessariamente é bom, como todos vocês garimpeiros devem ter conhecimento. O acervo é um pouco desorganizado, e algumas seções são um tanto díficeis de acessar, pela quantidade de móveis(em geral mais antigos que os discos) recheadas de discos entupindo a loja. Há seções especializadas em gêneros e também outras destinadas a promoções incríveis.

Gordu’s Discos – R. 24 de Maio, 188 – Boulevard do Centro – Loja 109 – Centro
Ao contrário das três lojas descritas acima, a Gordu’s Discos, como poucas lojas em São Paulo, é especializada em um gênero específico, embora amplo. Esse tema musical é a black music, com todas suas inúmeras vertentes, fato advindo de ser um termo bem amplo. A loja cobre tanto o cenário internacional, com o foco nos Estados Unidos, quanto o nacional, com suas bandas de baile, sambas, etc. O Gordu(você saberá reconhecê-lo) é, como de se esperar, admirador do gênero e, assim, oferece um atendimento bem específico e conhecedor, além de simpático.

Garimpo Cultural | Corsário Discos – Rua Sete de Abril, 154 e Rua Barão de Itapetininga, 37 – Galeria Nova Barão – Loja 35 – Centro
Essa loja foge um pouco do padrão de lojas da Galeria Nova Barão, por não ser uma loja voltada exclusivamente para os discos(também vende CDs e livros usados), o que faz com que ela não dê toda a atenção necessária a seu acervo.Este é um pouco limitado, não foge muito dos discos comuns, e não há muita renovação no que você virá a encontrar por lá. Por outro lado, pontos fortes da loja são o preço e suas promoções. Houve, por exemplo, ótimos descontos na época da Virada Cultural deste ano, que garantiram um bom movimento no local. O dono da loja, Praxedes “Xinez”, é vocalista da duradoura banda punk Os Excomungados, nascida nos então obscuros corredores do Conjunto Residencial da USP, o CRUSP.

Queridos amigos,

Gostaria, primeiramente, de agradecer a todo o apoio e preferência que temos obtido de vocês, visitantes. Chegamos há dois dias na marca de 1000 visitas, e tal feito não poderia passar em branco. Uma estatística como o número de visitas não é pra alimentar o ego da equipe – não no nosso caso. Ficamos extremamente felizes pois é um indicador que o nosso trabalho está dando certo e, consequentemente, estamos ajudando as pessoas a cultivarem esse maravilhoso gosto de ouvir os longplays.

Mas esse não é um post apenas de agradecimentos. São palavras de promessa. Nomearei algumas das coisas que devem pintar no nosso blog nos próximos tempos:

Novos colaboradores em Porto Alegre, Brasília e Belo Horizonte.
Cobertura de eventos(A começar pela Feira da Música em Curitiba, do dia 12/10).
– Muito mais do Rio de Janeiro e de São Paulo.
– Um pouco mais de Curitiba(Será possível??).
Entrevistas com personalidades da cultura e comércio dos discos.
– Possível participação de um membro da equipe em uma matéria sobre discos de um programa de televisão.

Além disso, gostariamos, nesse post, de pedir desculpas. Andamos muito ocupados e, assim, está sendo difícil manter uma regularidade de posts; Ora fazemos 3 matérias em 2 dias, ora ficamos 1 semana sem escrever. Esperamos que entendam. Só pedimos que aguardem tudo que ainda vem pela frente.

Qualquer dúvida, crítica, elogio ou sugestão, por favor envie-nos um e-mail: longplaybrasil@gmail.com.
AH! E se quiserem colaborar para o nosso site, nossa equipe está totalmente aberta.

Grande abraço,

Equipe longplaybrasil

Promovida mensalmente desde 2004, a Feira Livre do Vinil em Santo André traz o que todo tarado por bolachões como nós gostaríamos de encontrar pelo Brasil inteiro. Sucesso absoluto, traz dezenas de expositores da região e de outros estados, e claro, milhares de discos para serem namorados, negociados, barateados… Todos os meses, visitantes de todo o país prestigiam esse paraíso de raridades, preciosidades para todos os bolsos. Qualquer chance de manter vivo esse enorme apetite que ainda hoje alimenta os espíritos colecionadores nessa cidade paulista não pode ser desprezada. Não perca!

Cartaz A3 46 Feira

Digníssimos amigos e leitores,

Após breve hiato, continuamos aqui o relato dos mais variados lugares para comprar discos na capital paulista.

Assim como na primeira parte da seção “São Paulo”, todas as lojas deste post se situam em um mesmo endereço, o da Galeria Nova Barão. O local tem duas entradas: Rua Sete de Abril, 154 e Rua Barão de Itapetininga, 37, no centro de São Paulo. A galeria tem dois andares, e o segundo é onde as lojas de discos se encontram. Fica bem perto das estações de metrô Anhangabaú e República, e é uma visita imperdível para os fãs dos bolachões.

Tuca Discos

Foto: Tuca Discos

Tuca Discos – Loja 70
Situada no fundão da galeria, se entrando pela Sete de Abril, como eu sempre faço, a loja é um dos destaques do endereço e, ouso, de São Paulo. Um dos pontos pra elevar a loja a essa categoria é a organização. O Tuca, o dono do local, preza muito por isso e sempre está trabalhando para deixá-la bem agradável e fácil para garimpar. Além disso, a variedade de seções de discos é impressionante: 50s/60s, 70s, 80/90s(A seção setentista com óbvio destaque), rock progressivo, rock brasileiro, jazz, blues, folk, soul, punk, heavy metal e por aí vai. Todas as seções são constantemente atualizadas e contam com discos que fogem do lugar comum das prateleiras de sebos apenas medianos. Em outras palavras, encontram-se lá ótimos discos. Os preços são muito atraentes, até abaixo da média da galeria, que já é extremamente satisfatória nesse quesito. Além disso, não dá esquecer de ressaltar que o Tuca é muito educado, atencioso e interessado.

Extreme Noise Discos – Loja 26
Situada no epicentro geográfico do comércio de discos da galeria, ao lado da Big Papa Records, Mafer Records e Disco Sete, a Extreme Noise Discos é bem específica em seu mercado atuante. A decoração escura não engana: É uma loja voltada para os discos do metal, em suas mais variadas vertentes. Pode ser um lugar interessante pra encontrar entidades do mundo antigo e novo do heavy metal, como Black Sabbath e Slipknot. Além disso, a loja conta com uma particularidade: Conta com muitos álbuns autografados a preços não tão altos. Assim, caso se interesse, é o lugar pra achar aquele disco do Iron Maiden com autógrafo dos rapazes.

Art Rock – Loja 48
Com um belo logo de entrada, a loja pode não ser tudo que você imaginava. Na realidade, qualidade e preço ela tem, mas o foco dela não é exclusivo no vinil. Tem muitos CDs, e a seção de discos tende a ser um pouco desorganizada. Além disso, há de se ressaltar que a loja tem horários de funcionamento um tanto estranhos. Já me deparei várias vezes em plena luz do dia de dias de semana com o local fechado. Vale a pena conferir o que eles tem pra oferecer na vitrine, onde é comum ver discos muito bons a preços razoáveis.

Disco Sete – Loja 24
Mais uma loja especializada do complexo da Nova Barão. Neste caso, trata-se de uma loja feita para o público de discos brasileiros. Assim, neste gênero, é muito interessante e pode render magníficos frutos tupiniquins para a sua coleção. A loja conta com muitas raridades nos subgêneros tropicália, setentista, bossa nova, mpb, mangue beat, etc. O atendimento é muito bom, e o local é famoso dentro desse contexto brasileiro de discos. Atente aos discos expostos nas paredes, que contam com os destaques do momento da loja.

Combat Rock – Loja 66
Mais no fundão da galeria, perto da Tuca Discos e da Tuaregs, a Combat Rock não é dos maiores destaques da Nova Barão. Pequeno acervo, pouco interessante e muito específico para um determinado público; No caso, o trash e punk brasileiro. Não conheço absolutamente nada deste gênero, e, assim, não consigo fazer uma análise justa da qualidade dessa loja para tais discos. No entanto, para quem se interessa pelo gênero, vale a pena conferir e adquirir a própria opinião.