Curitiba – PR


Olá, colegas!

Sei que pode parecer piada esse post passados tantos dias da feira. No entanto, como já salientou meu amigo de São Paulo no último post, estivemos bastante ocupados para postar especialmente nesses últimos dias.

A 17ª Feira da Música em Curitiba aconteceu no 12 de Outubro, no Hotel Granville, no Centro, organizada pela loja Vinyl Club, e era destinada ao comércio de LPs, CDs, Vídeos e Gibis.

Comecemos pelos pontos fortes: presença de mais de trinta expositores, que incluem lojas do brasil inteiro e também colecionadores com seus acervos pessoais. A origem dos expositores era bem diversificada, mas a maioria vinha de São Paulo, Curitiba e Santa Catarina.

De São Paulo, podemos destacar a presença da Relics Discos, Museu do CD, Big Papa Records e Baú das Artes. Da cidade-sede, Sebo dos Andarilhos, Trovatore (juntamente com o Sebo Fígaro) e o vendedor Benedito Cesar (frequente vendedor da feira do Largo da Ordem) marcaram presença também com boas pilhas de bolachões. Sebos próximos, como o Old Fashion Discos, aproveitaram a onda e abriram também no dia do evento.

O que mais me chamou atenção, no entanto, não foram os discos expostos: a chuva chatinha que castigou os curitibanos durante todo o dia não foi capaz de resfriar os ânimos dos verdadeiros fãs, que compraram raridades, aproveitaram para tomar umas cervejas no boteco em frente ao hotel e  bater um papo.

Porém, como sempre, nem tudo foram flores, paz e amor.

Conversando com  os vendedores, ouvi reclamações de que a feira tinha sido mal organizada, no sentido de que a divulgação foi parca e insuficiente. Muitos trouxeram na bagagem discos raros de jazz, soul, blues, rock antigo e se decepcionaram com o perfil da grande maioria dos clientes: metaleiros procurando os mesmos medalhões de sempre. Parece a mim que o grande objetivo para a próxima feira em nossa amada cidade é combater esse “quê” de evento underground: mais clientes significa mais vendedores, e assim, mais raridades em nossas sacolinhas.

Fotos do Evento (clique para ampliar):


Olá, queridos!

A apenas duas semanas do evento mais esperado de Curitiba, venho convidá-los para essa festa. A Feira da Música traz não somente as melhores lojas de nossa cidade para exposição, como também vendedores de outras freguesias como São Paulo para exporem suas raridades. A entrada é gratuita, a oportunidade é única. Não perca essa chance de trocar, vender e comprar aquelas peças tão almejadas já escassas no mercado, além de bater um papo com aficionados como você — para mostrar que não, não está sozinho nessa empreitada.

17ª Feira da Musica

Ps.: Boatos que esse ano contaremos com a ilustre presença de ninguém menos que o Big Papa — imperdível àqueles curitibanos cujos bolsos ou relógios não permitem viagens garimpáticas a São Paulo.

Um grande abraço,

LongPlay Brasil.

O quarto episódio da jornada pelas lojas paranaenses. Enjoy.

Cia da Cultura – Tv. Nestor de Castro, 243 – Loja 06 – Centro

Numeroso acervo que inclui títulos de jazz, blues, latinos, brasileiros. A maior gaveta é aquela destinada a “Internacionais”, que inclui tanto cantores quanto bandas, principalmente de rock. Algo fenomenal nessa loja são os descontos — alguns, com preço marcado de R$ 5,00, ainda ganham desconto no caixa e saem por míseros R$3,50. Com alguma sorte você acha algo que procurava, como eu encontrei um magnífico disco do Santana. Outro ponto forte é a organização: todos os gavetões estão etiquetados, os preços marcados, discos com plásticos… e mais: caso ache difícil encontrar algo ou esteja com falta de tempo, basta perguntar ao vendedor o que você procura — todo o acervo está registrado num sistema bastante eficiente no computador.

Livraria Alexandria – Tv. Nestor de Castro, 223 – Centro.

A apenas quinze passos da Cia da Cultura, esse sebo também possui alguns bons títulos, porém sem a quantidade e organização dessa outra. Visivelmente focada em livros, a Livraria Alexandria não atualiza seu acervo de discos com freqüência, como pude notar nas três vezes em que a visitei. Os quatro montes de disco estão fora de ordem de gênero e alfabética, os preços são levemente salgados, mas como disse anteriormente, é possível encontrar certa qualidade neles, que também estão em ótimo estado de conservação.

Let’s Rock – Pç. Tiradentes, 106 – Galeria Pinheiro Lima – Loja 3/4 – Centro

Altamente recomendável para fãs de metal e hard rock. A loja, também de acessórios, roupas e CDs, conta com dois gavetões de discos normalmente difíceis de encontrar, com edições limitadas, especiais, raros, lacrados. Mesmo não aparentando gostar dessas vertentes mais pesadas, os vendedores me trataram com bastante simpatia enquanto assistiam empolgados a algum DVD de metal. Quem é fã e ainda não encontrou um local que atenda às suas expectativas, deve programar uma visita a essa pequena loja bem localizada no centro de Curitiba.

Sebo Releituras – Rua Barão do Serro Azul, 71 – Centro | Rua República Argentina, 2417 – Portão

Muito Elvis, muito Beatles, preços bons. Acervo enorme de bossa nova, chorinho, MPB. Mais voltado aos ritmos tupiniquins, o Sebo Releituras tem também uma coleção especial de rock para atender a todo tipo de clientela. Os preços não são nada absurdos, mas a organização deixa um pouco a desejar. Alguns discos estão fora de ordem, deslocados dos espaços reservados aos seus respectivos gêneros, e o toca-discos tem um bastante ingrato aviso de “não manuseie sem auxílio de um vendedor”, mas nada que torne sua procura desagradável. Com dois endereços, o que permite maior rodízio de títulos, contam também com uma caixa de discos a R$1,00 cada.

Arco da Velha – Rua Brigadeiro Franco, 1941 – Centro

Local agradabilíssimo, com as paredes cobertas de discos brasileiros e internacionais. Contém itens raros principalmente nestas, mas também discos mais comuns nos compartimentinhos próprios. Uma dica é que pergunte ao vendedor o que procura, caso não ache em uma busca nos discos expostos. Atrás do balcão pode haver coisas interessantes reservadas ou sem preço, que porém o vendedor não recusa a um freguês interessado.

Trovatore

Na foto: Trovatore

Savarin Records – Rua Ébano Pereira, 186 – Centro.

Esta loja não se trata exatamente de um sebo, pois vende em sua maioria discos de vinil lacrados e importados, além de reedições modernas. Recomendado para colecionadores, contém peças em estado perfeito, ambiente muito agradável e paredes repletas de boxes de artistas como Beatles e Elvis Presley. Quem nunca sentiu o gostinho de tirar o invólucro de um disco de vinil novinho em folha, e que não se incomoda em pagar o preço de um bolachão normalmente importado e nunca antes desbravado, certamente terá boas surpresas. Próximo ao Vinyl Club, mata dois coelhos com uma caixa-d’água só.

Trovatore – Rua Claudino Santos, 48 – Largo da Ordem.

Dormitório do Gato Bóris, o sebo Trovatore pode vir a ser um grande achado no Largo da Ordem. Aberto inclusive aos domingos, conta com vasto acervo de todos os estilos, de rock progressivo a novelas. Como recebe muita clientela aos domingos devido à feira de artesanatos, é nesse dia que a maioria dos discos chegam (e também saem). Tal movimento faz com que cada visita seja imprevisível, e você pode tanto sair de mãos cheias quanto abanando. No entanto, caso sua intenção seja vender discos e não comprá-los, não indico este local. A negociação pode ocorrer ao seu favor na hora de comprar, mas em geral pagam pouquíssimo por novas aquisições. Contam também com um pequeno acervo de LDs.

Túnel do Tempo – Rua Visconde de Nácar, 999 – Centro.

Ambiente bastante familiar e acolhedor, bolachão rodando o dia inteiro. Essa é a descrição do sebo Túnel do Tempo, cujos donos são um casal bastante simpático e que guarda, entre as prateleiras lotadas, acervo razoável de discos de vinil. Para fãs de música brasileira, sertaneja, novelas e tangos, a variedade é relativamente ampla. Já para rock internacional, bastante reduzida, sendo recomendado especialmente para iniciantes na arte de colecionar vinis. Os preços são razoáveis e condizentes com o valor de mercado.

Sebo Fígaro (Loja de Cultura) – Rua Lamenha Lins, 62A – Centro

Dos mesmos donos do Sebo Trovatore, tem amplo espaço dedicado a livros de arte, música, cinema, fotos antigas, e claro, discos de vinil. O acervo é realmente enorme e variado, e os preços equiparam-se aos da Trovatore. Um ponto forte desse sebo é a variedade de estilos — de jazz a sertanejo, progressivo a latino. No entanto, a organização do local pode fazer sua busca um tanto confusa e até mesmo demorada. Há discos não somente nos gavetões próprios, mas empilhados pelo chão, recostados nas prateleiras, pendurados, dentro de caixas… Por isso indica-se tirar um bom tempo para “garimpar” o sebo Fígaro, além de checar as outras antigüidades expostas no local. O atendimento é bom, mas você tem que solicitar apoio do vendedor para ouvir suas aquisições.

Sebo Líder – Rua Emiliano Perneta, 424 – Centro | Rua do Rosário, 53 – São Francisco.

Com duas unidades bem localizadas próximas ao centro histórico de Curitiba, faz o estilo de “sebo popular”. Vários discos idênticos, gavetões lotados de barganhas, é possível escolher o preço e o estado que mais lhe convém. Não se trata de um antro de raridades, mas com um pouco de sorte (e paciência!) é possível fazer boas compras de rock internacional, MPB, hard rock, sertanejo, brega, infantil… Os preços são em geral baixos, mas também o estado do acervo é um pouco prejudicado. Muitas capas apresentam rasgos e rabiscos, além de faltarem plásticos protetores. Nesse sebo já encontrei ótimos discos por menos de 10 reais, porém isso me tomou tempo e exigiu um esforço de pernas sobrenatural para fuçar cada gaveta.

Sebomania
Foto: Sebomania

Acervo Almon – Rua Saldanho Marinho, 459 – Centro
Entre os melhores que conheço em Curitiba, o Acervo Almon resume alta qualidade em preços razoáveis. Com pouco esforço, você encontra ótimos LPs, até mesmo alguns raríssimos. Fica difícil sair de mãos vazias. O atendimento é qualificado, bom conhecedor de música e dos bolachões em geral. Atente para os gavetões inferiores, que são tão bons quanto os mais expostos. Na hora de negociar, no entanto, o dono é bem firme, e pode chegar até a ser rude com o seu cliente, o que não diminui a avaliação do sebo.

Joaquim – Rua Alfredo Bufren, 51 – Centro
Em local reservado, quase escondido, Joaquim é como um centro de cultura local. Servem cafés, fazem divulgação de shows e eventos, vendem livros usados e tem um acervo bem selecionado de discos. Encontram-se discos raros e importados, principalmente de rock, jazz e blues, mas os preços não são dos mais acessíveis. Se está com um dinheiro sobrando no bolso, confira e você pode encontrar aqueles vinis que você tanto procurou.

Sebomania – Rua Emiliano Perneta, 521 – Centro
Em meio a um amontoado estoque de livros, fitas e CDs, você encontra no segundo andar uma sala voltada apenas para os vinis. O destaque não fica para a quantidade, mas você consegue encontrar discos de boa qualidade, mesmo que a preços apenas medianos. Um interessante aspecto é que você pode se sentir bem à vontade para escutar os discos numa vitrola que fica à disposição do cliente nessa salinha. Se sair de mãos vazias, pelo menos curte a leve vertigem das escadas quase verticais. Obs: Recebeu o estoque do extinto Sebomix anos atrás.

Arcádia – Rua Treze de Maio, 611 – São Francisco
Não é um sebo de qualidade na escolha dos discos, pois provavelmente esses não são renovados. Os preços são quase que aleatórios, e discos ruins ganham preços altos, assim como (raros) discos bons com preços baixos. Você pode encontrar bons discos pendurados nas paredes, e essa chance é bastante reduzida quando procurar no estoque em si, de modesta qualidade.

Só Ler 2 – Rua Ébano Pereira, 157 – Centro
Assim como o outro endereço da infame rede Só Ler, tem um péssimo acervo de discos riscados e fedidos. Apenas o procure caso sua sogra goste de discos e você esteja procurando um presente barato e especial para a amada mãe de sua queridíssima.

Vinyl Club
Foto: Vinyl Club

Old Fashion – Rua Saldanha Marinho, 336 – Centro
A maioria dos discos bons estão expostos nas paredes, e isso reflete a dimensão apenas média do acervo. Desse modo, fica aparente que o sebo preza pela qualidade, e não pela quantidade. Os preços dos discos mais incomuns não são os melhores, mas nada exagerado. Eles adotam um interessante sistema de conservação, selando os plásticos externos dos discos, para evitar danos causados pelo manuseio. Havia uma numerosa seleção de discos baratos, chegando a 1 real, podendo interessar a quem busca discos de sertanejo, música clássica, infantis, etc. Atendimento muito bem informado.

Vinyl Club – Rua Ébano Pereira, 196, loja 5 – Centro
Trata-se de um sebo de alto nível (e portanto de alto preço). Uma ótima seleção de importados e raros, a maioria deles vindo do sistema de consignação com que eles trabalham, de tal forma que fica dificultada a negociação de preços. Com alguma sorte, encontrei um disco que procurava por metade do melhor preço que já vi no mercado, mas isso não necessariamente reflete os preços desse sebo. A loja é muito frequentada por colecionadores e músicos da área, de todas as idades. Ocasionalmente, você pode vir a esbarrar em seu ídolo brasileiro setentista batendo papo no balcão.

Livraria Sebo Kapricho Rua Comendador Araújo, 432 – Centro
Um ótimo sebo de livro, com bons preços e muito grande acervo para essa categoria, esconde no fundo uma seção de discos recém-reformada(e com o acervo também ampliado). Em termos de qualidade, se aproxima do melhor que se encontra em Curitiba. Raridades e importados são comuns de achar, até mesmo nos gavetões. No entanto, o preço tornou a compra quase impraticável. A menos que você encontre AQUELE disco que tanto procurava e não mede muitos esforços para tê-lo, o sebo acaba se tornando um local apenas de apreciação, e não de garimpo desmedido. Você sairá com 1 disco de cada vez, e olhe lá, pois a maioria das carteiras não aguentam. Além disso, os funcionários provavelmente são extremamente orientados a não abaixar o preço da compra, nem sob reza brava.

Sebo Só Ler 1 – Rua Presidente Faria, 175 – Centro
Como nem tudo são flores, eis que chegamos no abismo desse meu post. A menos que você seja fã de LPs de péssima qualidade riscados com capas rabiscadas e fedendo a urina de gato, não venha aqui. Provavelmente o acervo não é atualizado há muito tempo. Felizmente, isso se reflete nos preços. Caso queira usar os discos como decoração ou jogo americano, você deve conseguir levar um número incrível de discos por pouquíssimas doletas.

Ferreira e Santos – Rua Mateus Leme, 71 – São Francisco
Esse sebo retrata uma grande infelicidade na busca por discos na atualidade. Sendo uma loja de antiguidades, é uma loja com até certa qualidade em discos, mas que por dois simples motivos o tornam um dos piores locais para a compra: A negligência na armazenagem e os preços altos. Até há bons discos, mas um bom número está com as capas rabiscadas(Inclusive com os preços!!), sem plástico, rasgados, riscados. Além disso, os preços são altos, e você vê discos comuns sendo vendidos a 20, 30 reais. O lado bom é que é um lugar em que se consegue bons descontos na compra.