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É com grande prazer que o LongPlay Brasil falará hoje sobre duas novas lojas de discos na capital paulista. Localizadas no epicentro da cultura do vinil, a galeria Nova Barão, a Locomotiva Discos e a Leprechaun Discos dão novo fôlego para o mercado de discos, oferecendo diferentes opções para os clientes e corrigindo velhos problemas dos clássicos “sebos”.

Locomotiva Discos

Em mais uma das minhas passagens pela Nova Barão, fui primeiramente nas lojas clássicas, conversei com os donos, escutei boa música na Disco7(que em breve terá um merecido especial). Coisas de quem curte estar naquele ambiente.

Quando estava indo embora, notei uma nova loja próxima as escadas rolantes(do lado oposto à Tuca Discos) – foi assim que me deparei com a Locomotiva Discos .
A Locomotiva Discos é mais voltada para o público alternativo, mas isso não quer dizer que você não encontrará outras coisas por lá. Muita coisa de rock clássico também será encontrada. O acervo ainda é pequeno, mas a qualidade é absolutamente incrível. E tem tudo para crescer cada vez mais.
O ambiente é marcante, com discos novinhos espalhados pelas paredes(constantemente renovados como pode-se ver nas fotos), juntamente com quadros de Bowie e uma parede lotada de camisetas bacanas.

Parede de camisetas e, à esquerda, os vinis

E pensar que esses caras começaram há apenas 1 mês!
E muito mais que uma nova loja, a Locomotiva Discos é um novo conceito de loja. Acredito que eles inovam por entenderem o mercado ao qual estão atendendo e suas necessidades. O atendimento é excepcional(tanto por parte do Marcio quanto pelo Gilberto) e a atmosfera é de amizade, não de negócios. Além disso, a variedade de produtos é um diferencial: Camisetas de bandas(Não pude deixar de comprar a clássica dos Beach Boys), quadros, CDs e, é claro, os nossos queridos vinis.

CDs e DVDs nas prateleiras e um incrível acervo de discos impressionam nas paredes da Locomotiva Discos

E por falar deles, algo muito positivo para se notar: os preços são justíssimos.

Se você, assim como eu, gosta de importar vinis e não vê o porquê de pagar 200 reais em discos que você pagaria 60-70 comprando do exterior, você se sentirá totalmente à vontade neste lugar. Os preços variam de 60 a 100 reais em média – ou seja, pra ter aquele Arcade Fire – The Suburbs você não precisará mais se aventurar pela internet e esperar um mês pelo seu pedido, vá até a Locomotiva Discos , pague 70 justos reais e volte com o seu disco para casa.

Ficamos felizes por apresentar à vocês a Locomotiva Discos . Recomendamos fortemente!

Discos que encontrei por lá: Wolfgang Amadeus Phoenix – Phoenix em vinil branco, Harvest – Neil Young, duplos do White Stripes por um preço fantástico, singles do Radiohead e etc.

Locomotiva Discos
Rua Barão de Itapetininga, 37, Loja 51 (Rua Alta)
(Entrada também pela Rua Sete de Abril, 154) Metrô: Anhangabaú / República

Centro – São Paulo
Facebook: Locomotiva Discos
(0XX11) 3257 5938

Se o 1 mês da Locomotiva já impressionava, imagine encontrar uma loja que abriu a apenas 1 semana? Essa é a Leprechaun Discos .

Leprechaun Discos

Pode até parecer estar um pouco escondida dentro da galeria, mas a Leprechaun Discos certamente não assumirá esse papel em termos de importância no cenário de vinil em SP. A partir do momento que você entrar no mais novo espaço da Nova Barão, verá o porquê.

De imediato, ficará boquiaberto pelos destaques expostos nas paredes. Tantas belezinhas! Só na minha primeira visita, vi ótimos exemplares de todas as épocas e gêneros da música: Racional, do Tim Maia, Acabou Chorare, dos Novos Baianos, o segundo disco do Cartola, além de clássicos internacionais, como o Ziggy Stardust do Bowie, White Album dos Beatles, Kid A do Radiohead e Nevermind the Bollocks do Sex Pistols.

Nessa hora, parei e pensei: Será que tem coisa boa nas prateleiras também? E o preço, será que vale a pena? Bem, decidi me aventurar. E que surpresa! Cada seção que eu olhava me presenteava com muitos clássicos! Pouquíssima coisa desinteressante ocupava espaço nas prateleiras. A loja conta com seções de 60s/70s, 80s/90s, 00s, todas divididas em nacional e internacional, além de setores voltados a gêneros específicos, como Reggae, Black Music e Excentricidades , como o dono da loja mesmo definiu.

A Leprechaun Discos foi inaugurada no dia 19 de fevereiro de 2011, ou seja, há menos de 10 dias. Basta trocar uma palavra com o muito amigável dono da loja, o Rodrigo, pra você ver que eles têm sonhos muito altos, e não há porquê de não atingí-los. A intenção do Rodrigo é transformar a loja em um verdadeiro ponto de encontro de amigos. Para isso, ele está investindo seus esforços para que o ambiente seja agradável para todos, além de, por exemplo, estar disponibilizando uma vitrola para uso do cliente. Há de se comentar também que um espaço para leitura está sendo feito dentro da loja, e que deverá estar disponível para todos em breve.

Quanto a preços, a Leprechaun Discos continua agradando: São valores justos, de um dono que entende do assunto para um cliente que valoriza o seu dinheiro. Até mesmo nos discos novos os preços são bastante interessantes, com a maioria deles por menos de 90 reais. Além disso, todos os bolachões que eu vi estavam limpos, em bom estado e com plástico interno e externo.
Além disso, a loja conta com algumas iniciativas interessantes para lançar o seu nome no mercado. Após eu fechar a compra do Acabou Chorare citado anteriormente na matéria, o Rodrigo me ofecereu alguns lindos bottons e ímãs da loja. Além disso, a Leprechaun ainda conta com um site onde você pode fazer algumas compras e dar uma olhada em parte do acervo deles.

Essas duas novas lojas na capital paulista representam uma diversificação no mercado, não apenas acrescentando o número de lojas na cidade. Ambas trazem consigo propostas diferentes, e refletem os donos, que nos dois casos são jovens entrando em um mercado existente há muitas décadas.

Leprechaun Discos
Rua Barão de Itapetininga, 37, Loja 19 (Rua Alta)
(Entrada também pela Rua Sete de Abril, 154) Metrô: Anhangabaú / República

Centro – São Paulo
http://www.leprechaundiscos.com.br/

Atendimento de qualidade, preços justos e variedade. Ainda bem que o mercado começou a entender o que satisfaz o colecionador, o apaixonado por música… basta ser gente fina e justo. Que o tempo dos donos carrancudos comece a terminar a partir destes 2 exemplos. Sejam Bem-vindas Locomotiva e Leprechaun Discos!

Há alguns meses atrás, eu estava à procura do famoso Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band dos Beatles(o único que me faltava da banda britânica). Conversando com um amigo, ele citou um bom sebo que havia em Ipiranga. Mas apenas citou, nós havíamos acabado de sair de um show e ele não me deu nome, tampouco o endereço do lugar. Mas como vocês, bons colecionadores e viciados no bolachão, sabem, às vezes fazemos loucuras quando queremos encontrar as nossas preciosidades e foi o que fiz. Dei uma breve procurada pela internet e fui na cara e coragem achar o tal sebo de Ipiranga.

E achei. Com aquela dificuldade costumeira, mas que faz valer mais o achado. E valeu.

Museu do Vinil

O lugar é pequeno, mas as caixas de vinil são cuidadosamente arrumadas com os estilos bem organizados e divididos nos mais variados gêneros: Rock 50/60, Rock Progressivo, Metal, MPB, Trilhas Sonoras e etc, tendo ainda aquela caixinha de importados próxima ao balcão(que por acaso estavam com 50% de desconto na semana passada). Importante citar que os compactos também têm a sua determinada organização, vários deles contando com capa. Alguns destaques são colocados nas paredes como classicamente vemos nos sebos por ai.

Os preços também contam como grande diferencial do Museu do Vinil. Ficam com toda a certeza abaixo da média do mercado paulistano. Ótima noticia em um mercado tão inflacionado quanto o da capital paulista.

Quadrophenia do The Who, All Things Must Pass do George Harrison e Good Vibrations(importado) dos Beach Boys são apenas uma amostra da variedade de LPs que encontrei por lá.

E a qualidade? Todos os vinis que pude ver tinham boas condições de capa e disco, que é algo essencial, não é mesmo?

O atendimento é bom e gostei muito do fato do dono(chamado Alexandre) se apresentar, perguntar meu nome e ainda apresentar o sócio. Pode parecer besteira, mas todos sabemos o tipinho de pessoa que muitas vezes temos de aguentar em se tratando de vendedores no ramo. Dessa forma, o respeito ao cliente apresentado por estes senhores me deixou muito contente.

Vale lembrar que eles são expositores na Feira do Vinil de Santo André, importante evento que será divulgado em breve por aqui.

Concluindo: Valeu totalmente a pena minha caminhada para encontrá-lo. Acabei por descobrir um lugar ímpar em São Paulo e acabei saindo com mais do que um “simples” Sgt Pepper’s. Levei mais 3 discos e com desconto.

Museu do Vinil
R. Cisplatina, 502
Ipiranga – São Paulo
Em frente à biblioteca pública do Ipiranga
(0XX11) 2915-6387

Acharam que eu havia esquecido da Cidade Maravilhosa?

Apesar de ser, entre as três principais cidades que proponho a escrever sobre, a que eu conheço o menor número de sebos e lojas de discos, o Rio de Janeiro pode ser uma surpresa a quem garimpa discos Brasil afora.

E é com grande estilo que inicio o cardápio com uma de minhas maiores descobertas, a loja Tropicália Discos.

Tropicália

Tropicália Discos

Andando pelo centro do Rio, disposto a conhecer o maior número de lugares aonde poderia encontrar bons LPs na cidade, consegui, por meio de um amigo do dono de um dos quiosques de uma pequena praça aonde se vendem discos(falarei mais a respeito em outro post), um singelo cartão de uma loja com uns números de telefones rabiscados atrás. Ele me disse, ao ver que não levaria nada da lojinha do seu amigo, que talvez encontrasse coisas mais do meu gosto nessa tal loja, a Tropicália Discos, “perto da Praça Olavo Bilac, o mercado das flores, pô, não conhece?!”. Não sei, não me empolguei muito de imediato, mas, como tinha aquela tarde reservada para aquela tarefa, resolvi seguir a jornada. Um passeio não tão curto, ainda mais quando se está quase perdido, mas que no fim valeu a pena…

Devo admitir, foi difícil encontrar, mas quando entrei pela porta de vidro com um adesivo grande estampado, meus olhos brilharam.

Imagine o seguinte: Um lugar de tamanho médio para uma loja de discos, mas com as paredes COBERTAS do chão ao teto de vinis, lado a lado. No meio da sala principal, ainda um móvel recheado dos bolachões. Numa salinha junta da principal, prateleiras e prateleiras dos nossos queridos LPs. Que tesão, não?

E basta você começar a olhar que logo percebe que é uma loja que une grande quantidade com alta qualidade. Reserve uma tarde sua pra garimpar, ficar deslumbrado e desejar que você tivesse mais dinheiro na sua conta bancária.

A verdade é que a Tropicália Discos preza pelo profissionalismo. Atendentes simpáticos, dispostos a ajudar e que entendem muito da cultura do vinil e de música em geral, e prateleiras muito bem organizadas, por gênero e alfabeticamente. Uma bela vitrola acompanhada de um bom sistema de som estão lá prontos pra rodar um LP de seu interesse, e, caso vá adquirir um deles, você pode pedir que ele seja lavado que eles farão isso na hora, caso tenha necessidade.

Tropicália

Ao chegar em casa nesse primeiro dia de visita ao local, tive que dar uma pesquisada a respeito, e encontrei o melhor site de loja de discos que já vi no Brasil. Com poucos cliques, você consegue acessar todo o acervo deles, junto com informações como se trata-se de um importado ou nacional, um duplo ou simples, além óbviamente do preço.

Há de se destacar que, para aqueles que moram longe do Rio de Janeiro, também, há, pelo site, a opção pelo envio do disco por correio, pelos mesmos preços praticados na loja, apenas com taxas de frete.

Falando no preço, novamente não há reclamações. Pelo contrário: Costuma vencer as concorrências neste quesito. Isso sem falar do ótimo estado geral dos discos da loja, todos com plástico interno e externo.

Com elogios como estes, não há como não dizer que a Tropicália Discos é uma das melhores lojas de LPs do país, e a melhor que já descobri no Rio de Janeiro.

Tropicália

Tropicália Discos
Praça Olavo Bilac, nº 28 – Sala 207
Centro – Rio de Janeiro

Próximo ao metrô Uruguaiana
(0XX21) 2224-9215
http://tropicaliadiscos.com.br/
tropicalia@tropicaliadiscos.com.br

Com algum tempo caçando endereços de lojas perdidas por ruelas e galerias, posso dizer, seguramente, que dá pra sentir quando você entra num lugar especial. Claro, este conceito é bastante aberto; pode referir-se à estética, ao atendimento, aos discos, ao magnífico cheiro de preciosidades antigas… Vocês devem saber.

E é trabalhando em cima deste conceito que abro, com este post, uma categoria de resenha dedicada aos melhores sebos que conheço neste país. E é com muito prazer que farei um breve comentário sobre a conotativamente grande loja Big Papa Records.

Big Papa Records

Big Papa & Big Mama, ou Carlos e Katia, são um casal incomum. Afinal, um cubano e uma brasileira que se conheceram pela internet enquanto moravam nos EUA não é exatamente o tipo de par romântico que se encontra em cada esquina. Ainda mais quando ambos são apaixonados por música, em sua forma mais plena e diversa. Talvez por isso, por essa mistura de culturas e influências, a Big Papa Records é uma das mais interessantes que este país possui no comércio de discos.

Ao contrário de outras lojas mencionadas neste blog, na Big Papa você NÃO pode deixar de fazer uma coisa: bater um papo com os dois. Eles são incrivelmente simpáticos! Mesmo que esteja com a conta bancária vazia, vale a pena ir lá pra trocar umas risadas com os dois. Em termos profissionais, o atendimento também é excepcional: ambos são muito bem informados e, acima de tudo, interessados, o que é impressionantemente raro nas lojas de discos.

A respeito do acervo, é um dos mais impressionantes que já vi; certamente não é dos maiores, já que a própria loja é pequena, mas a qualidade dos discos é absurda. Você vê LPs que nunca imaginaria, e dos gêneros mais exóticos. Avant-garde, rock progressivo, rock latino, jazz, early jazz, vanguarda, reggae, experimentalismo, world music, folk, soul… Cada uma das seções esconde raridades de muito valor.

É óbvio que, quando digo de muito valor, me refiro a dois tipos especificamente: musical e financeiro. Embora você encontre bons discos a ótimos preços, você só conseguirá sair de lá com as preciosidades pagando o preço correto. Considerando que a maioria de seu acervo é composta por discos raros e importados, o preço é um ponto forte em termos de mercado, mas não dá pra achar que por 5 conto você vai sair com algo além de um disco relativamente comum em promoção.

No entanto, Big Papa & Big Mama são apaixonados por música, como já disse. E isso reflete no pagamento dos discos da loja. É a primeira loja que vejo que dá 20% de desconto a músicos e DJs! Além disso, todas as sextas tem happy hour na loja, a partir de umas 18h, em que normalmente há descontos promocionais também.

Um ponto que também deve ser ressaltado é o apoio a bandas brasileiras independentes. Em um papo com a Katia, ela me disse que a loja está começando a produzir, apoiar a gravação e divulgar bandas da cidade, preenchendo o espaço deixado por outras lojas que faziam isto no passado. Assim, há até uma seção desses artistas, com CDs sendo vendidos a preços excelentes.

E se você, ainda assim, não conseguir encontrar aquele disco importado pelo qual desembolsaria um dinheiro a mais, converse com o Carlos, pois é bem provável que ele estará agendando a sua próxima viagem aos EUA, em que traz esses tipos de encomendas especiais.

Como disse, o lugar é especial.

Big Papa Records – Loja 30
Galeria Nova Barão – Duas entradas:
Rua Sete de Abril, 154 e Rua Barão de Itapetininga, 37 – Rua Alta
Centro – São Paulo

Próximo aos metrôs República e Anhangabaú.
(0xx11) 3237-0176

(0xx11) 3338-0288